GCM aposentado afirma à polícia que agrediu cão para ‘separar briga’ no elevador
O guarda civil municipal aposentado Christiano José Bezerra da Silva, de 58 anos, afirmou à polícia que tentou separar uma briga entre cães ao agredir o próprio animal dentro de um elevador. O caso ocorreu em Praia Grande e ganhou repercussão após a divulgação das imagens. Ele prestou depoimento nesta terça-feira (17) e foi liberado.
A investigação teve início após uma denúncia anônima recebida pelo 3º Distrito Policial (DP), no último dia 3. A partir disso, os agentes tiveram acesso às imagens do sistema de monitoramento do prédio – gravações que confirmaram as agressões dentro do elevador. O material passou a ser considerado peça central no inquérito.
No vídeo, o homem aparece desferindo tapas e chutes contra um cão de pequeno porte, e chega a suspender o animal pela coleira, que se solta do pescoço (veja abaixo). Segundo a polícia, o cachorro foi apreendido no dia 6 de março e passou por exame veterinário. Já o tutor foi intimado a depor, mas não compareceu inicialmente.
Maus-tratos
O boletim de ocorrência (BO) relata que, no momento da apreensão, realizada após mandado judicial, houve resistência da família. A esposa do investigado chegou a trancar o animal em um cômodo do apartamento. Somente após negociação com os policiais, o próprio tutor convenceu a mulher a entregar o cachorro.
Segundo a Polícia Civil, o exame veterinário não encontrou ferimentos aparentes, mas Christiano ainda pode ser responsabilizado porque o crime de maus-tratos não exige que haja lesão comprovada, como diz a Lei Federal nº 9.605/98, com pena de dois a cinco anos de reclusão. O caso será encaminhado ao Ministério Público (MP-SP).
Defesa
A defesa de Christiano, representada pelo advogado Leonardo Camargo, afirmou que o laudo foi um ponto favorável ao cliente. Segundo ele, não há elementos que comprovem maus-tratos ao animal. O investigado deixou a delegacia sem restrições. A intenção, segundo o defensor, é recuperar o cachorro apreendido.
Em nota ao VTV News, a defesa destacou que o animal convive com a família há mais de 14 anos e que sempre foi tratado com “cuidado” e “afeto”. “A defesa permanece confiante de que a verdade será devidamente reconhecida ao final das investigações”, escreveu o advogado. Relembre o caso abaixo:
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