Campinas usa nova tecnologia para mapear imóveis ociosos no Centro
A Prefeitura de Campinas iniciou nesta semana os testes de uma plataforma tecnológica para o mapeamento de imóveis ociosos, abandonados ou subutilizados na região central da cidade. O projeto é desenvolvido pela Allrea Tecnologia Imobiliária, primeira empresa a atuar no Sandbox Regulatório do município.
A ferramenta será utilizada em conjunto com a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e demais secretarias municipais para identificar e organizar informações sobre imóveis desocupados, contribuindo para o monitoramento dessas áreas e para a formulação de políticas públicas de requalificação urbana.
A iniciativa atende a uma diretriz do Plano Diretor de Campinas, que prevê o acompanhamento de imóveis ociosos, especialmente nas regiões centrais e ao longo de vias arteriais e coletoras.
O projeto-piloto começa pelo Centro, considerado o segundo polo de desenvolvimento econômico do Plano Diretor, atrás apenas do Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS) e à frente da região do Aeroporto Internacional de Viracopos.
Para a secretária municipal de Urbanismo, Carolina Baracat, o teste da tecnologia permitirá avaliar novas ferramentas de gestão urbana.
“O Plano Diretor já prevê o monitoramento de imóveis ociosos, especialmente nas áreas centrais. Com o Sandbox, conseguiremos testar um projeto inovador em ambiente real e avaliar como o sistema pode contribuir para o acompanhamento dessas áreas e para futuras políticas de requalificação urbana. Se os resultados forem positivos, poderemos avançar para uma contratação futura, através do processo licitatório”, afirmou.
Segundo o perito avaliador da Allrea, Rogerio Diniz Armond, a iniciativa busca contribuir para o cumprimento da função social da propriedade e apoiar ações de revitalização urbana.
“A Allrea apresenta ao município de Campinas uma iniciativa inovadora voltada ao cumprimento da função social da propriedade, um desafio recorrente nos grandes centros urbanos. O objetivo é transformar imóveis ociosos em oportunidades de requalificação urbana, contribuindo para políticas públicas de retrofit e revitalização do centro. Estamos confiantes de que a iniciativa trará impacto positivo ao desenvolvimento urbano de Campinas”, afirmou.
Como funciona o Sandbox
O Sandbox Regulatório permite que soluções inovadoras sejam testadas em ambiente real, antes da eventual implantação, com acompanhamento do poder público e regras regulatórias específicas.
O projeto terá duração inicial de seis meses, podendo chegar a até 24 meses, dependendo da evolução dos testes.
Durante esse período, a Prefeitura avaliará o funcionamento da tecnologia e sua aplicação no monitoramento de imóveis ociosos no município.
Caso os resultados sejam considerados positivos, a solução poderá futuramente ser objeto de processo licitatório para contratação pelo município.
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