Cinco dos oito suspeitos da morte de engenheiro em ato pró-Lula em Santos têm antecedentes criminais
Cinco dos oito suspeitos identificados pela Polícia Civil na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, durante um ato pró-Lula em Santos, no litoral de São Paulo, possuem antecedentes criminais ou registros de atos infracionais. Os históricos incluem roubo, tentativa de roubo, furto e ameaça de morte.
O grupo que atacou a vítima tinha oito integrantes, sendo seis menores de idade. Um dos suspeitos, de 18 anos, tem histórico criminal. Outros quatro são adolescentes e possuem passagens por atos infracionais.
O que é ato infracional: é toda conduta descrita como crime ou contravenção penal quando praticada por criança (menos de 12 anos) ou adolescente (entre 12 e 18 anos incompletos). Como menores de 18 anos são legalmente inimputáveis, ou seja, não respondem criminalmente como adultos.
Histórico criminal: conjunto de informações e registros sobre a vida penal de uma pessoa, incluindo eventuais investigações, processos judiciais e condenações
A VTV News reuniu os registros policiais e os atos infracionais dos envolvidos, com base em informações divulgadas pela Polícia Civil. (veja mais abaixo os detalhes)

Polícia Civil identificou os suspeitos do crime. Divulgação/Policia Civil
O crime
Marcelo era engenheiro ambiental e mestrando da Unifesp. Ele participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na madrugada de 24 de outubro, quando foi agredido e teve o celular roubado. O evento ocorria em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Amigos estranharam a demora do engenheiro no banheiro e foram procurá-lo. Ele foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas, em Santos.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos deram um soco no rosto da vítima, que caiu no chão. Em seguida, ela foi atingida por novos socos e chutes. Segundo a investigação, os criminosos roubaram outros cinco celulares antes de espancarem Marcelo.
O caso é registrado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
Marcelo morreu no dia 26 de outubro, em decorrência de um traumatismo cranioencefálico grave. O grupo transmitiu o crime em uma live no TikTok, e a conta foi banida pela plataforma.
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Histórico dos suspeitos
Histórico policial do suspeito de 18 anos:
Dezembro de 2024: roubo a transeunte em concurso de agentes (significa que uma pessoa foi vítima de roubo enquanto caminhava ou circulava em um local público, e o crime teria sido praticado por duas ou mais pessoas agindo em conjunto)
Dezembro de 2025: roubo de celular com ameaça de morte à vítima e a familiares, seguido de reconhecimento do envolvido.
Em 2024, há ainda dois registros de furto, envolvendo veículo e interior de automóvel. Outra ocorrência documenta apreensão de bicicletas e de um simulacro de pistola.
Histórico de atos infracionais dos adolescentes
Adolescente de 17 anos: foi abordado com outro adolescente tentando colocar em funcionamento uma Honda Biz com sinais de violação. Segundo o boletim de ocorrência, ambos portavam chaves falsas, conhecidas como “mixas”.
Adolescente de 16 anos: em maio de 2024, foi registrado roubo de celular com grave ameaça. A vítima o identificou como “olheiro”, e o boletim de ocorrência registra admissão de participação. Em dezembro de 2025, há tentativa de roubo de celular em grupo, nesse caso, a vítima afirmou que ele permaneceu afastado, sem intimidação direta. Em junho de 2024, ele também figura como adolescente em boletim de ocorrência de roubo ou furto, sem autoria individualizada.
Adolescente de 14 anos: o boletim de ocorrência registra roubo de dois celulares contra duas vítimas no Centro de Santos. Integrantes do grupo fizeram ameaças de morte e afirmaram estar armados. As vítimas identificaram o menor como o adolescente que estava com os aparelhos subtraídos. O reconhecimento das ameaças verbais recaiu sobre outro integrante.
Outro adolescente de 16 anos: apontado como autor de subtração de bicicleta. Segundo o boletim de ocorrência, ele abandonou o bem e tentou fugir a pé ao perceber a aproximação policial. A bicicleta foi recuperada. Ele também é relacionado a uma ocorrência com abordagem de adolescentes e apreensão de simulacro, mas o documento não atribui individualmente a ele o porte do objeto nem gesto de ameaça.
Veja o vídeo abaixo que exibe a atuação do grupo:
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