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São José dos Campos,03/10/2026

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Morte precoce de Karina Zeviani tira de cena uma cantora de voz elegante com vivência cosmopolita e internacional

g1.globo.com
Morte precoce de Karina Zeviani tira de cena uma cantora de voz elegante com vivência cosmopolita e internacional
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A cantora e compositora paulista Karina Zeviani (1975 – 2026) morre aos 51 anos, em São José do Rio Preto (SP), em decorrência de câncer
Divulgação
♫ OBITUÁRIO
♬ Em 20 de outubro de 2020, quando o Brasil ouviu Karina Zeviani cantar “Sonhos” (1977) – primeiro grande sucesso do cantor Peninha – na audição às cegas da nona temporada do programa “The Voice Brasil”, quase ninguém identificou que ali estava a cantora que em 2005 se tornara vocalista do coletivo norte-americano Thievery Corporation e que, a partir de 2008, passou a ser uma das vozes do coletivo francês Nouvelle Vague, grupo que transitava pela lounge music e pela bossa nova em tons serenos.
Sim, o canto já não era tão cool, mas a artista era a mesma, Karina Stefania Zeviani (1975 – 2026), cantora e compositora paulista falecida na noite de quinta-feira, 1º de outubro, aos 51 anos. Nascida em Jaboticabal (SP), Zeviani morreu em São José do Rio Preto (SP), em decorrência de complicações de câncer de mama que se alastrou para o fígado.
Revelada como modelo antes de se tornar cantora, Karina Zeviani foi uma cidadã do mundo. Após migrar para São Paulo (SP) para tentar a carreira de modelo, Zeviani passou sete anos entre cidades cosmopolitas como Londres (Inglaterra), Nova York (EUA) e Paris (França) antes de voltar para o Brasil e se radicar no Rio de Janeiro (RJ) em 2009, ano em que dividiu o palco com Caetano Veloso como convidada do cantor no show “Obra em progresso”.
Assim que abandonou a carreira de modelo por não se submeter às pressões estéticas da profissão, Zeviani tinha morado também um tempo na Alemanha, país onde se tornou cantora quase que por acaso ao participar rotineiramente de karaokê em bar e agradar a plateia a ponto de ser contratada como cantora fixa desse bar.
Em 2003, quando já estava em Nova York (EUA), Zeviani chegou a cantar no prestigiado clube Nublu, no East Village, bairro boêmio de Manhattan. Foi a partir desse trabalho que, indicada por ninguém menos do que David Byrne, a cantora virou vocalista do Thievery Corporation.
A vivência cosmopolita de Karina Zeviani ecoou no primeiro e único álbum solo da artista, “Amor inventado”, gravado em 2011, lançado ao fim de 2012 e efetivamente distribuído e promovido pela gravadora Som Livre a partir de janeiro de 2013.
O repertório autoral do álbum “Amor inventado” destacou músicas como “Buiu” – parceria de Zeviani com Menino Josué – e “Muda mutante”, faixa que aludia ao fato de a cantora ter sido convidada em 2009 pelo guitarrista Sérgio Dias para assumir os vocais do grupo Mutantes. Convite, aliás, recusado por Zeviani porque a artista não quis abandonar a carreira solo.
Infelizmente, a cantora não conseguiu desenvolver a discografia solo após a edição do álbum “Amor inventado”, tendo lançado somente um single solo, “De passagem” (2016), há dez anos. Contudo, a artista deixou músicas gravadas para a ainda inédita animação “Ho-Ho e o som do Brasil”.
A morte precoce de Karina Zeviani tira de cena uma cantora de voz elegante e cosmopolita.




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