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São José dos Campos,15/07/2026

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Fraternidade apresenta recurso contra excomunhão de bispos; padre brasileiro foi afetado

jovempan.com.br
Fraternidade apresenta recurso contra excomunhão de bispos; padre brasileiro foi afetado
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A Fraternidade São Pio X apresentou um recurso ao Vaticano contra a excomunhão de seis bispos que haviam sido ordenados sem a autorização do papa.





Em 2 de julho, o Vaticano confirmou a excomunhão de seis prelados e declarou essa comunidade tradicionalista em “cisma” com Roma. A Fraternidade considerou a medida “injusta e inválida” e enfatizou sua devoção à Igreja Católica.





A comunidade, fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991), reúne fiéis que se orientam por uma interpretação estrita da tradição doutrinal e litúrgica.





Em um comunicado, a Fraternidade anunciou ter “apresentado em 11 de julho um recurso preliminar” ao Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, responsável pelas sanções.





“Esse procedimento, que constitui o requisito prévio antes da eventual apresentação de um recurso hierárquico, tem como efeito suspender a execução do decreto”, indica.





“Com esse recurso, a Fraternidade pretende exercer o direito que a Igreja reconhece a toda pessoa que se considere prejudicada por um ato administrativo”, acrescenta.





Essa comunidade, com cerca de 600.000 fiéis em todo o mundo e influente em alguns meios conservadores, já havia sido declarada cismática em 1988, mas Bento XVI levantou a sanção em 2009 em prol de uma reconciliação.





Seus membros rejeitam a evolução da Igreja desde o Concílio Vaticano II (na década de 1960) e defendem um modelo de sociedade patriarcal e um ideal de Estado teocrático.





Eles seguem o rito “tridentino”, caracterizado pelo uso do latim e por uma liturgia altamente codificada. Nas missas, o sacerdote fica de costas para os fiéis, voltado para o altar.





Padre brasileiro





O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, disse em um vídeo publicado no último sábado (11) nas redes sociais da capela, que não aceita a excomunhão do Vaticano e vai continuar a celebras missas. “Essas acusações de cisma são inválidas, são nulas, continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa e a mencionar o nome do Santo Padre no cân da missa”, disse Françoá.





No dia 2 de julho, o Vaticano excomungou os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e informou que os adeptos do grupo devem ser considerados cismáticos e excomungados, declarou a Santa Sé em nota.





A Igreja Católica disse que a nomeação de quatro novos bispos pelo grupo tradicionalista é um “ato de natureza cismática“, isto é, uma forma de divergir e desobedecer dos preceitos da Igreja. “Os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram os sacramentos de forma ilícita; o sacramento da penitência por eles administrado e o matrimônio por eles assistido são inválidos”, detalhou.





O padre argumentou também que essas ações não constituem um cisma formal ou uma excomunhão válida, citando o direito canônico referente aos estados de necessidade para justificar a preservação do sacerdócio tradicional.





*com informações da AFP




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