Republicanos avalia punir prefeito ‘tiktoker’ após vídeo no União Brasil de Sorocaba
O Republicanos avalia aplicar a uma punição ao prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, após ele divulgar em uma publicação nas redes sociais na sede do União Brasil na cidade. O prédio está decorado com a foto de Manga e da esposa dele, Sirlange Maganhato. Ela é pré-candidata a deputada federal pelo União.
“Há um movimento muito forte dentro do partido querendo algum tipo de punição. Há uma sensação clara de traição”, disse o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, ao Estadão.
Procurado, Manga afirmou que não estava ciente da insatisfação. O prefeito disse que Pereira tem o seu respeito e carinho e que está disponível para responder “qualquer dúvida” sobre o vídeo.
“Minha esposa é pré-candidata a deputada federal pelo União e vou apoiá-la. É um partido que também está junto ao governador Tarcísio, ao Flávio. São partidos amigos, que caminham juntos”, explicou.
Manga acrescentou que foi eleito e reeleito pelo Republicanos e que não pretende deixar a sigla. Há três semanas, ele publicou uma gravação nas redes sociais na qual faz uma brincadeira com seus seguidores.
“A nova sede do União Brasil aqui na cidade de Sorocaba, onde a Sirlange é presidente do União Mulher. Está aqui minha foto com dela. Comenta aí: quem é mais bonito? Quem deu mais sorte: Sirlange casando com Manga ou Manga casando com Sirlange?”, questionou o mandatário.
Conhecido como prefeito “tiktoker”, Manga tem 3,4 milhões de seguidores na plataforma e outros 4 milhões no Instagram.
Ele foi reeleito prefeito de Sorocaba em 2024 com 73% dos votos. A Justiça o afastou do cargo em novembro de 2025 de forma cautelar, sob o argumento de que ele poderia atrapalhar investigações sobre supostos desvios na área da saúde do município.
Em março de 2026, uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques reconduziu Manga ao cargo. A decisão foi confirmada posteriormente pela Segunda Turma.
O caso ainda está aberto. Manga foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A denúncia é baseada na Operação Copia e Cola da Polícia Federal. A defesa refuta as acusações.








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