Polícia Civil descobre três centrais do ‘falso advogado’ no litoral de SP
A Polícia Civil investiga ao menos três grupos de estelionato ligados ao golpe do falso advogado no litoral de São Paulo. Um dos episódios mais recentes ocorreu em Santos, na Baixada Santista, onde um homem de 27 anos foi indiciado após operação realizada no Morro do Marapé. A ação foi conduzida pelo 2º Distrito Policial.
Segundo a corporação, os policiais cumpriram mandado de busca em um imóvel na Avenida Doutor Antônio Manoel de Carvalho. No local, foram apreendidos celulares, chips, cartões bancários e um notebook. Também houve diligência em um veículo usado pelo suspeito, onde foram encontrados mais chips de telefonia.
O homem foi levado à delegacia após a operação e permaneceu à disposição da Justiça durante os procedimentos, na última sexta-feira (10). Ele foi indiciado por estelionato, mas não houve prisão. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia e a investigação segue em andamento.
Também em Santos…
Outro caso semelhante é investigado, também em Santos, pelo 3º Distrito Policial (DP), desde setembro de 2025, quando uma vítima perdeu R$ 8.670 ao realizar transferências via PIX.
As investigações avançaram com uso de análise de metadados, IP e conexões de internet, com autorização judicial. A partir disso, foram identificados três suspeitos – de 21, 27 e 34 anos – com papéis distintos dentro do grupo. Um deles atuaria no controle financeiro, outro no uso de contas e um terceiro no envio das mensagens.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos cartões bancários vinculados a terceiros, além de aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais não especificados, mas comumente empregados na prática de estelionato eletrônico. Todo o material será submetido à análise técnica.

Em Guarujá
Um terceiro caso foi registrado em Guarujá, a partir de investigação conduzida pelo 1º Distrito Policial (DP) de Santos. Na sexta-feira (10), policiais cumpriram mandado de busca em um imóvel na Rua Atílio Gelsomini, no bairro Vila Rosalina. A apuração aponta atuação em golpes aplicados por meio de aplicativos de mensagens.
No local, foi encontrado um homem de 29 anos, que foi ouvido no inquérito e liberado. Durante a diligência, foram apreendidos um computador e dois celulares, que serão analisados pela perícia.
Segundo a Polícia Civil, o esquema já teria causado prejuízos de cerca de R$ 3 mil a vítimas, e a suspeita é de que o imóvel era usado como base para a prática dos golpes. Além dos eletrônicos, objetos pessoais foram localizados na residência e ficaram sob responsabilidade da companheira do investigado.
Como funciona o golpe do advogado
De acordo com a polícia, no golpe do falso advogado, criminosos entram em contato com vítimas se passando por profissionais da área jurídica. Eles usam informações reais ou simuladas sobre processos para convencer a pessoa de que há valores a serem liberados. A abordagem costuma ocorrer por aplicativos de mensagens.
Para concluir a suposta liberação, os golpistas pedem pagamentos antecipados, geralmente via PIX, apresentados como taxas ou custos processuais. Após o envio do dinheiro, o contato é interrompido e a vítima percebe que foi enganada. Em nota, a Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar mais envolvidos.
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