Pepsi cancela patrocínio de festival após anúncio de Kanye West

Kanye West
Reuters/via BBC
A Pepsi cancelou o patrocínio ao Wireless Festival após o anúncio de Kanye West como principal atração do evento. Segundo informações da "Variety", a empresa anunciou neste domingo (5) que decidiu encerrar a parceria de mais de uma década com o festival. O evento acontece em Londres, durante os dias 10, 11 e 12 de julho.
De acordo com a publicação, o comunicado não cita nominalmente o rapper, que agora usa o nome "Ye", mas foi divulgado horas depois do anúncio da contratação. “A Pepsi decidiu retirar seu patrocínio ao Wireless Festival”, disse a empresa em um breve comunicado enviado a diversos veículos de imprensa britânicos.
O festival era oficialmente conhecido como “Pepsi MAX Presents Wireless” como parte de uma parceria que existia desde 2015. Horas depois da desistência da Pepsi, outro patrocinador, a Diageo, proprietária das marcas de bebidas alcoólicas Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída do festival.
Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo: 'Perdi contato com a realidade'
A contratação de Kanye West também foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que relembrou os comentários antissemitas do rapper.
“É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo”, disse Starmer em um comunicado ao jornal britânico "The Sun". “O antissemitismo, em qualquer forma, é abominável e deve ser combatido com firmeza onde quer que apareça. Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde os judeus se sintam seguros.”
Kanye West aparece como uma das atrações do Wireless Festival
Reprodução
Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo
No começo do ano, o rapper publicou um anúncio no Wall Street Journal pedindo desculpas "a quem ele magoou" por fazer apologia ao nazismo. Segundo a "Vanity Fair", o anúncio foi pago pela marca dele, Yeezy.
No texto, o músico nega ser antissemita e diz que "perdeu o contato com a realidade". "Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu".
O músico se refere a uma série de declarações desde 2022, em que disse ter "amor" pelos nazistas e sua admiração por Adolf Hitler. No ano passado, ele começou a vender itens com suásticas e lançou uma música chamada "Heil Hitler".








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