Navio que adernou no Porto de Santos deve ser retirado ainda nesta semana
A reflutuação do navio oceanográfico Prof. W. Besnard deve ser iniciada ainda nesta semana. A embarcação, que adernou na região do Valongo, no Porto de Santos, no último dia 13 de março, passará por estabilização para reduzir os riscos operacionais no local.
Contratação e prazos
Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), o processo de reflutuação deve durar entre quatro e cinco dias. A operação será realizada pela Marfort Serviços Marítimos, escolhida via contratação emergencial após análise de propostas de cinco empresas, conforme explicou o presidente da APS, Anderson Pomini.
A oficialização da escolha foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira. Com custo estimado em R$ 8,5 milhões e vigência de seis meses, o contrato abrange:
- Plano de mergulho e segurança operacional;
- Metodologia de reflutuação e içamento;
- Contenção de poluição;
- Docagem em estaleiro para avaliação técnica sobre eventual recuperação parcial.
Embora a embarcação pertença ao Instituto do Mar, a APS assumiu a responsabilidade devido à situação de emergência declarada pela Capitania dos Portos. Atualmente, o navio permanece parcialmente submerso no cais, exigindo providências para resguardar a segurança da área portuária.
A Marinha, que acompanha o caso via inquérito administrativo, informou anteriormente que a embarcação não representa risco iminente à navegação.

Sobre a embarcação
Pertencente ao Instituto do Mar, o navio foi lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP) e é considerado um marco da pesquisa científica no país. A embarcação homenageia o cientista Wladimir Besnard (1890 – 1960), que liderou iniciativas para que a universidade tivesse um navio de pesquisa.
O Professor W. Besnard chegou ao Brasil em agosto de 1967 e teve uma longa trajetória em missões científicas. Ao longo de sua história, navegou por mais de três mil dias e realizou centenas de expedições oceanográficas.
Desde 2008, o navio permanece atracado e sem operar. A embarcação chegou a ser cedida ao município de Ilhabela, no litoral norte paulista, mas em julho do ano passado, a Justiça determinou que a prefeitura desmontasse o navio por falta de condições de navegação. A decisão, porém, acabou suspensa após audiência de conciliação com o Ministério Público. Com isso, a responsabilidade passou ao Instituto do Mar.
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