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São José dos Campos,15/09/2026

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De contratos a mensagens: relembre o caso que envolve Moraes e Vorcaro

jovempan.com.br
De contratos a mensagens: relembre o caso que envolve Moraes e Vorcaro
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A relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, do Banco Master, passou a ser alvo de questionamentos após a Polícia Federal (PF) analisar o celular do banqueiro. O material está no centro da sessão extraordinária do STF desta terça-feira (15), que vai avaliar se há elementos para a abertura de uma investigação contra o magistrado.





As apurações começaram a ganhar novo contorno após a PF identificar mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Segundo o relatório, o banqueiro recorreu ao ministro em assuntos relacionados às investigações que envolviam o Banco Master. Entre os registros está uma mensagem em que Vorcaro pergunta se deveria deixar o país antes de ser preso. Também há pedidos relacionados a autoridades como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.





Outro ponto que entrou no caso são os contratos entre empresas ligadas ao Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Um dos documentos citados nas apurações prevê pagamentos de R$ 108 milhões. A PF também apontou registros que indicariam a participação de Moraes na edição de uma minuta contratual.





Moraes nega ter atuado em favor de Vorcaro ou do Banco Master. Em manifestação apresentada antes da sessão desta terça, o ministro ressaltou que jamais praticou ato para beneficiar o banqueiro e contestou parte das informações apresentadas no relatório da PF.





“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. Vingança. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”Ministro Alexandre de Moraes




Disputa dentro do STF





A divulgação do relatório da PF também provocou uma disputa entre os ministros sobre a condução do caso e o acesso aos dados extraídos do celular de Vorcaro.





André Mendonça, relator de parte das investigações do Banco Master, recebeu uma cópia do conteúdo extraído pela PF. Outros ministros, entre eles Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Moraes, pediram acesso integral aos dados antes da sessão. A PF entregou o material aos ministros às vésperas do julgamento.





A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu que todos os integrantes do STF tivessem acesso ao conteúdo antes da análise, alegando que o acesso desigual às provas poderia comprometer a avaliação do caso.





Diante da disputa, o presidente do STF, Edson Fachin, passou a conduzir a discussão sobre o material e determinou medidas para garantir o acesso às informações. Fachin também separou a análise sobre a possível investigação de Moraes da discussão sobre a atuação de Mendonça no caso Master. Esta segunda questão será analisada em outra sessão, marcada para 23 de setembro.





É nesse contexto que o STF analisa nesta terça-feira a chamada Petição 16.662. Os ministros deverão avaliar o relatório da PF, os elementos obtidos no celular de Vorcaro e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes. A sessão não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual crime cometido pelo ministro, mas define se haverá ou não uma apuração formal sobre os fatos.




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