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São José dos Campos,06/09/2026

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2º dia de Rock in Rio tem Avenged Sevenfold morno, cantor hostilizado e fã cantando com Bring Me The Horizon; veja resumo

g1.globo.com
2º dia de Rock in Rio tem Avenged Sevenfold morno, cantor hostilizado e fã cantando com Bring Me The Horizon; veja resumo
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Avenged Sevenfold durante show no Rock in Rio 2026
Leo Franco / AgNews
O segundo dia do Rock in Rio 2026 foi uma ode ao metal. Os shows de Avenged Sevenfold e Bad Omens deram o tom de despedida para os dois dias do festival dedicados ao rock. A partir de domingo (6), as atrações são mais voltadas ao pop. Estão no line-up estrelas como Calvin Harris, Ne-Yo e Black Eyed Peas.
O Avenged Sevenfold entregou uma apresentação morna, enquanto o Bad Omens empolgou a nova geração de metaleiros. A prometida chuva começou a cair logo na primeira apresentação, mas deu algumas tréguas. Uma delas, durante a apresentação do Sepultura. Um dos recordistas em participações no evento, o Sepultura fez sua penúltima apresentação no Brasil - e última no festival.
O sábado (5) contou com o cantor MGK sendo hostilizado pelo público que aguardava os shows de metal, e de um manifesto do Black Pantera contra a escala 6 por 1. Ainda teve o Bring Me The Horizon convocando fã para cantar junto com a banda.
Também subiram aos palcos principais a banda brasileira Malvada e a princesa do metal Poppy. Para o segundo dia de festival, 100 mil ingressos foram postos a venda, mas não se esgotaram.
Saiba como foi o segundo dia de Rock in Rio:
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Veja fotos dos famosos neste 1º dia de festival
Avenged Sevenfold
Avenged Sevenfold canta 'Hail to the King' no Palco Mundo do Rock in Rio
Em sua segunda vez como headliner do Rock in Rio, o Avenged Sevenfold chegou 30 minutos atrasado – sem explicações –, e teve uma recepção mais morna que de costume. Até o vocalista M. Shadows estranhou. “Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”.
Quando o grupo estreou como headliner em 2024, a pressão era grande. Não era só a primeira vez como atração principal neste festival mítico do rock, como o grupo não vinha há dez anos.
Mas o show deu certo e os fãs responderam fervorosamente. A ocasião marcou um “revival” da relação com os brasileiros e, com isso, o Avenged já faz sua terceira vinda em dois anos. Talvez essas vindas tenham cobrado seu preço: nesta noite, o show foi esfriando e, em comparação com outras atrações do dia, teve resposta muito menos enérgica.
Lá fora, o grupo não chega a encher estádios, mas cultivar um relacionamento com o Brasil compensa. A última vez que o Avenged veio ao país foi em janeiro e, mesmo assim, reuniu uma multidão nesta noite. Leia mais sobre o show do Avenged Sevenfold.
Bad Omens
Bad Omens canta 'Just Pretend' no último show do Palco Sunset do Rock in Rio no sábado (5)
Bad Omens fez seu retorno ao Brasil após 2 anos. A banda, que se apresentou no festival Knotfest, em São Paulo, em 2024, fez sua estreia no Rock in Rio, neste sábado (5), fechando o Palco Sunset no dia do metal.
O grupo de metalcore criado em 2015 trouxe para o festival um resumo do show da turnê “Do you fell love”, com a qual está rodando o mundo. Nela, a banda traz um pouco de seus três álbuns, em especial, o “The Death of Peace of Mind”, lançado em 2022. O disco foi o responsável por coloca-los em outro patamar.
Não só nos palcos, mas também nas redes sociais. A música “Just Pretend” viralizou no TikTok e foi chamada até de a ““Te esperando” dos gringos”, fazendo referência com a faixa de Luan Santana.
Ela fala sobre o fato de amar outra pessoa, mas não conseguir ficar com ela por causa das diferenças. E assim como a de Luan, cita que a pessoa pode esperar a outra o tempo que for preciso, mas que nunca ela será superada. No setlist, ela apareceu na reta final da apresentação e colocou o público para cantar junto, com braços e celulares pra cima. Leia mais sobre o show do Bad Omens.
Bring Me The Horizon
Bring Me The Horizon toca ‘Dehumanized, hit do 1° álbum lançado em 2006 e relançado este
Demorou que só. Foi somente depois de vinte e dois anos de sua formação que o Bring Me The Horizon chegou ao Rock in Rio. A apresentação aconteceu na noite deste sábado (5), no Palco Mundo, na sexta passagem do grupo britânico pelo país.
Praticamente com um CPF para chamar de seu, Oli, o vocalista, fez de um tudo: chamou fã vestido de camisa do Brasil para cantar no palco, surpreendeu plateia que o acompanha desde o inicinho com músicas do primeiro álbum e até se embananou chamando Rio de Janeiro de São Paulo.
O grupo de Sheffield abriu o show com “DArkSide”, faixa-hit do álbum “Post Human: Nex Gen (2024)”. Antes, avisou: este show contém cenas de violência explícita e gore. No telão, “aperte start” apareceu por bons minutos seduzindo o público a jogar um jogo.
Toda a estética da performance, dali para frente, estava montada para parecer uma grande partida de videogame ambientada num mapa cheio de caveiras, tumbas e destroços. Leia mais sobre o show do Bring me the horizon.
Poppy
Público faz ‘remada viking’ durante show de Poppy
À primeira vista, a cantora Poppy parecia uma diva pop ao subir no Palco Sunset neste sábado (5) de Rock in Rio. De look temático verde e azul (que até lembrava o de Lady Gaga em Copacabana), ela surgiu cantando delicadamente a faixa “Have You Had Enough”, com cabelo longo preto e pedestal brilhante. Para um desavisado, parecia ser uma artista pop encaixada no dia errado.
Isto é, até a segunda página. À medida que as músicas ganham peso, Poppy se assume uma diva do metal. Vai do “fofo kawaii” ao gutural, acompanhada de uma banda com máscaras bizarras e solos acelerados.
O trunfo de Poppy é brincar com contrastes e, de certa forma, sempre foi assim. Antes de cantar, ela ganhou notoriedade no início dos anos 2010, com vídeos enigmáticos em que interpretava uma “boneca androide”. Fofa e bizarra, convidativa e aterrorizante. Em 2016, se lançou como cantora pop, com sonoridade mais eletrônica e dançante. Mas se encontrou mesmo no metal, ainda que ela prefira se definir como uma artista eclética. Essa dualidade é interessante e, nos primeiros “sustos”, animou bem o público nesta noite. As chamas e fumaça no palco sempre ajudam. Leia mais sobre o show da Poppy.
MGK
MGK toca 'My ex’s best friend' no Rock in Rio
MGK, rapper e cantor americano antes chamado de Machine Gun Kelly, estreou no Rio neste sábado (5) resumindo em uma hora sua carreira que começou no rap, mas foi pendendo para o emo e para o pop punk.
Mesmo tentando apostar nas músicas mais pesadas de seu repertório, Colson Baker, nome real do artista de 36 anos, enfrentou uma plateia dividida. No começo, interrompeu o show para acalmar parte do público que o hostilizava. Fãs de Avenged Sevenfold não morrem de amores por MGK, ao que parece.
Meio nervoso, disse que era um cara de Ohio vivendo seu sonho e estava ali para cantar para seus fãs. “Existem dois tipos de música: boa e ruim”, explicou, sem deixar claro a qual das duas se dedicava.
“FIX UR FACE”, lançada no ano passado, abriu os trabalhos e mostrou que o pop rock de rádio do final dos anos 90 também ecoa no repertório. MGK deixou de lado seu maior sucesso, “Bad Things”, com Camila Cabello. É mais uma baseada em música de banda pop rock de rádio: “Out of my head", do trio texano Fastball, neste caso. Leia mais sobre o show do MGK.
Black Pantera convida Nervosa
Black Pantera abre show já com direito a ‘rodinha de bate cabeça’ durante música 'Hórus'
Em um encontro para lá de potente, Black Pantera e Nervosa estiveram juntas no Palco Sunset no fim da tarde deste sábado (5).
O trio mineiro de Uberaba formado em 2014 pelos irmãos Charles Gama (voz e guitarra) e Chaene Gama (baixo) e pelo baterista Rodrigo Pancho abriu o show com “Hórus” (2026). A letra fala de sincretismo religioso. A introdução diz: “Em nome do pai, do filho e do preto santo”.
De cima do palco, enquanto fãs faziam rodinhas bate cabeça erguendo sinalizadores, o vocalista dizia aos berros: "Fogo nos racistas. Queimem todos eles". No repertório, o grupo misturou ainda faixas como “Tradução”, cuja letra descreve a rotina de uma mãe que não tem tempo para ficar com o filho por trabalhar fora de casa. Do palco, o vocalista mandou um beijo para sua própria mãe que estava na plateia: “Não sei onde você está, mãe, mas essa é pelo fim da escala 6x1, rapaziada”.
Com cerca de 20 minutos de apresentação, a vocalista Prika Amaral da banda Nervosa se juntou a eles cantando a música “Serotonina” (2026), gravada originalmente com a rapper Duquesa. O clima já mudou totalmente: o que se ouvia ainda era um vocal grave, mas era um vocal feminino. Leia mais sobre o show de Black Pantera convida Nervosa.
Sepultura
Sepultura toca 'All Souls Rising', faixa do novo EP da banda
O penúltimo show no Brasil do Sepultura aconteceu neste sábado (5), no Palco Mundo, do Rock in Rio, e teve um clima diferente. Não pelo tom de despedida. E nem pela empolgação dos fãs. Mas por ser uma apresentação focada apenas na era “Derrick Green” – ou seja, nos álbuns a partir de 1998, quando o vocalista assumiu o posto de Max Cavalera. O artista deixou o grupo em 1996 após muitas divergências.
Andreas Kisser já havia comentado que a ideia de um show com a “era Derrick” era algo que os fãs pediam muito, mas que o grupo nunca teve a oportunidade de fazer. Até para evitar que a carreira do grupo fosse dividida.
Rodando há quase três anos com seu show de despedida, o “Celebrating Life Through Death”, o Sepultura conseguiu o momento certo para isso, sem apagar, de forma brusca, toda a história com Max, um dos criadores do grupo. Isso porque os shows em festivais costumam ter um toque diferente dos de turnê – além de um tempo mais curto. E se algo desse errado ou rolasse um arrependimento, era só voltar para a turnê normalmente. Sem o peso de levar qualquer tipo de erro para a estrada, e ainda chamar a apresentação de exclusiva, como fez Andreas no palco. Leia mais sobre o show do Sepultura.
Malvada convida Day Limns
Malvada recebe Day Limns para cantar 'Aventura favorita'
A abertura do Palco Sunset neste sábado (5) marcou o retorno da Malvada ao Rock in Rio. A banda já havia passado pela Cidade do Rock em 2022, quando integrou a programação da Rock District, espaço dedicado ao rock dentro do festival.
Desde então, o grupo consolidou seu nome na cena nacional, dividiu o palco com artistas como Pitty, Angra, Extreme e Tom Morello, lançou um novo álbum em 2025 e ampliou sua trajetória internacional com apresentações recentes na França, Alemanha e Holanda.
Sob gritos e aplausos dos fãs, Day Limns foi convidada a subir ao palco. O encontro uniu duas forças femininas do rock nacional atual: enquanto a Malvada traz a energia do hard rock tradicional, Day contribui com uma sonoridade que transita entre o pop e o rock. Leia mais sobre o show de Malvada convida Day Limns.




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