Caminhão-bomba explode na Colômbia dias antes da posse de Abelardo de la Espriella
Um caminhão carregado de explosivos foi detonado neste sábado (1) ao lado de uma delegacia de polícia na cidade colombiana de Cúcuta, perto da fronteira com a Venezuela, seis dias antes da posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella. Até o momento, as informações são de que pelo menos 11 pessoas ficaram feridas com a explosão.
De la Espriella, líder da extrema direita, assumirá o poder em 7 de agosto na cidade de Cali. Ele sucederá Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país.
Com o apoio do governo do presidente americano Donald Trump, o presidente eleito prometeu intensificar a luta contra as guerrilhas e grupos do narcotráfico que alimentam a pior onda de violência da última década no país, principal produtor de cocaína do mundo.
Posse do novo presidente
A posse de De la Espriella terá um dos maiores esquemas de segurança já previstos para este tipo de cerimônia, com um dispositivo de quase 11 mil soldados e policiais que devem efetuar operações terrestres, aéreas e marítimas.
A cerimônia acontece tradicionalmente na sede do Congresso em Bogotá, mas o mandatário eleito pediu a transferência da cerimônia para Cali, no sudoeste do país, uma região afetada pelos confrontos entre grupos de narcotraficantes e guerrilheiros.
As guerrilhas fizeram advertências ao presidente eleito, que pretende romper com as negociações de paz que Petro mantinha com diferentes organizações armadas. De la Espriella denunciou em diversas ocasiões a existência de um plano para matá-lo.
Campanha eleitoral turbulenta
A campanha eleitoral foi marcada pela violência política e pela intensificação do conflito armado, com bombas, drones explosivos e vários atentados contra as forças de segurança.
Em junho de 2025, o pré-candidato à presidência e senador de direita Miguel Uribe Turbay foi baleado em um comício em Bogotá. Ele morreu dois meses depois.
Abelardo de la Espriella buscava inicialmente assumir a presidência em uma unidade militar no conturbado departamento de Cauca, mas Petro não autorizou a iniciativa.
*Com informações da AFP







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