Especialista que é ‘pouco provável’ que falha mecânica tenha causado colisão entre helicópteros no Rio
O presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe), comandante Thales Pereira, considera pouco provável que uma falha mecânica tenha provocado a colisão entre os dois helicópteros que deixou ao menos seis mortos na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Em entrevista à Jovem Pan News, o especialista ressaltou que ainda não há informações suficientes para determinar as causas do acidente e que será necessário aguardar o trabalho dos investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), por meio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).
“Não sabemos o que aconteceu, não sabemos quais foram as circunstâncias. Vamos ter que aguardar as investigações”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de uma pane em uma das aeronaves, Pereira avaliou que essa hipótese não aparece, neste momento, como a mais provável.
“Muito provavelmente houve, em determinado momento, alguma coisa que restringiu a visibilidade ou uma diferença de altitude ou de rumo. Isso vai ter que ser investigado, mas é bem pouco provável que tenha havido uma falha”, disse.
Segundo o comandante, o grande volume de tráfego aéreo em determinadas regiões exige atenção constante e coordenação rigorosa por parte dos pilotos e dos órgãos de controle.
“O que pode ocorrer é o grande volume de tráfego e a necessidade de uma atenção e coordenação muito criteriosa por parte dos tripulantes”, afirmou.
Aeronaves têm histórico de confiabilidade
Durante a entrevista, Pereira também comentou os modelos envolvidos na ocorrência. Segundo ele, uma das aeronaves era um helicóptero Esquilo e a outra um Bell 206 Jet Ranger.
De acordo com o presidente da Abraphe, ambos os modelos são amplamente utilizados na aviação e possuem histórico consolidado de segurança.
“São aeronaves extremamente seguras e confiáveis”, afirmou.
O especialista destacou que o modelo Esquilo é empregado por forças de segurança, equipes de resgate e organizações militares, enquanto o Jet Ranger permanece em operação em diferentes atividades da aviação civil.
Investigação em andamento
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Seripa III foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência, etapa que inclui a coleta e confirmação de dados, preservação de evidências e levantamento de informações necessárias para a investigação.
Segundo informações preliminares, os helicópteros colidiram no ar antes de cair em uma área próxima à Avenida das Américas. O acidente provocou ainda um incêndio que atingiu cerca de 20 veículos.
As circunstâncias da colisão seguem desconhecidas e serão esclarecidas ao longo da investigação conduzida pelas autoridades aeronáuticas.








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