Greve dos servidores de Taubaté entra no 2º dia com protesto e escolas afetadas

EMEF Dr. Quirino em Taubaté
Laurene Santos/TV Vanguarda
A greve dos servidores municipais de Taubaté entrou no segundo dia nesta quarta-feira (3), com uma nova mobilização organizada pelo sindicato da categoria. Os trabalhadores se reuniram pela manhã na Avenida do Povo e seguiram em caminhada em direção à região central da cidade.
O movimento ocorre um dia após a Justiça de São Paulo determinar que pelo menos 70% dos servidores públicos municipais permaneçam em atividade durante a paralisação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 20 mil por categoria.
Segundo o sindicato, a manifestação desta quarta tem como objetivo dar visibilidade às reivindicações da categoria e informar a população sobre os motivos da greve.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp
Os servidores cobram recomposição salarial de 9,43%, referente às perdas inflacionárias acumuladas, além do reajuste do vale-alimentação e da implantação do vale-transporte. A paralisação teve início na terça-feira (2).
Agora no g1
Apesar da decisão judicial que determinou a manutenção de 70% do efetivo em atividade, escolas municipais continuam registrando impactos na rede de ensino.
Na manhã desta quarta-feira, a reportagem da TV Vanguarda percorreu unidades da cidade e encontrou diferentes situações. Na Escola Municipal Dr. Quirino, na região da Estiva, a unidade permanecia fechada com aviso informando sobre a greve.
Escola Prof Simone dos Santos, em Taubaté
Laurene Santos/TV Vanguarda
Já na Escola Campista, os alunos estavam sendo recebidos, mas sem o quadro completo de professores. Na Escola Simone dos Santos, na região central, estudantes do ensino fundamental foram acolhidos na unidade, porém sem aulas regulares devido à ausência de docentes.
A educação foi um dos setores mais afetados desde o início da paralisação, segundo relatos de servidores e apuração da reportagem.
Outro desdobramento envolve um decreto publicado pela Prefeitura de Taubaté que definiu os serviços considerados essenciais durante a greve, incluindo a educação infantil.
Segundo informações apuradas pela TV Vanguarda, vereadores da oposição protocolaram um pedido na Câmara Municipal para tentar derrubar o decreto. O argumento é de que o texto precisaria ser adequado à legislação federal. O pedido ainda não foi votado pelos parlamentares.
Servidores municipais entram em greve e fazem ato em frente à Prefeitura de Taubaté
Laurene Santos/TV Vanguarda
Decisão da Justiça
Na terça-feira (2), o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam trabalhando durante a greve. A decisão levou em consideração a necessidade de manutenção dos serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação.
Além disso, foi marcada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal para o dia 15 de junho.
A Prefeitura de Taubaté afirma que tem adotado medidas para minimizar os impactos da paralisação e manter o funcionamento dos serviços considerados essenciais. O município também informou que mantém diálogo aberto com os representantes da categoria.
Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina








COMENTÁRIOS